
BREVE
HISTÓRIA DA VIDA DE VOLKMAR
Autores:
Filhas, Genros e Netos
Abaixo a tradução para a língua alemã feita por Dorothéa F. Walter
Após a guerra de
1914-1918, com as dificuldades econômicas que a Alemanha apresentava, os pais
mudaram-se para uma área rural.
O pai auxiliado pelo filho mais velho
continuava exercendo a profissão de pintor em diversas cidades, e a mãe, uma
mulher forte e determinada, ajudava no sustento dos filhos cuidando de uma horta
e de vacas de leite.
Os filhos também tinham suas pequenas responsabilidades, e, a
Volkmar entre outras tarefas cabia a entrega do leite vendido pela mãe.
Certo dia ao retornar da entrega do leite Volkmar ainda pequeno distraiu-se e ficou a brincar pela rua, ao retornar com os Marcos, o dinheiro mais nada valia devido à inflação galopante daquele período. A mãe disse a ele que ficasse com aqueles Marcos para que nunca mais esquecesse das responsabilidades com os outros e a família.
Volkmar jamais esqueceu as palavras da mãe,
tendo se tornado um homem que teve por objetivos a responsabilidade com sua
família e o bem que poderia fazer ao próximo e a sociedade.
Em
busca de um futuro melhor, a família imigrou para o Brasil em 1924, e
estabeleceu-se em Linha Republica no interior de Guarani. Devido a problemas de
saúde e ao difícil e nem sempre compensador trabalho na agricultura, Heinrich (o
pai), resolveu retornar a profissão de pintor tendo escolhido Santo Ângelo para
estabelecer-se.
Estando
o filho mais velho Niklaas nos Estados Unidos, deixou o filho Heini na colônia
para auxiliar a mãe e irmãs, e levou consigo Volkmar.
Iniciaram
pintando o Hotel Avenida, tendo assim Volkmar aprendido com o pai os segredos da
pintura como a “marmoraria”, “escariola”e “chaplonen” (técnica de pintura
decorativa européia com chapas em paredes e tetos), e as misturas de tintas, já
que a maioria era feita pelos próprios pintores.
Volkmar,
rapaz extrovertido fez muitos amigos. Certo dia no Deutsche Club conheceu Nelly
Krug, uma bela moça, pequenina de cabelos negros e olhos verdes acinzentados por
quem se apaixonou.
Em
16 de abril de 1933 noivaram e em 22 de dezembro de 1933 casaram prometendo
amar-se para sempre, e realmente assim foi, pois o amor deles era imenso, eram
cúmplices, companheiros, amigos e amantes.

Para
completar está felicidade chegou Nelly Hildegundes em 22 de março de 1935, como
todos diziam bela como um anjo, e como os anjos não pertencem a este mundo ela
partiu em 14 de dezembro de 1935.
A
dor era imensa, mas a vida seguia seu curso e tinham ainda um ao outro para se
fortalecerem. Em 5 de maio de 1936 chegou Waltraud (Waldi) para alegrar
novamente seus corações.
Com
a expansão dos negócios, Volkmar formou sua própria equipe de pintores e aos
poucos foi dando passos maiores. Venceu a concorrência para a pintura dos
prédios da Rede Ferroviária da região das Missões e Planalto Médio.

Nelly e Valdi sempre o acompanhavam, e Nelly
aprendeu e era encarregada de preparar as tintas, a fazer as chapas decorativas,
a pagar os funcionários, e assim trabalhando juntos logo começaram a construir
sua tão sonhada casa.
Em
1942, Volkmar pintava os pavilhões do Quartel quando ouviu pelo rádio que o
governo do Brasil havia entrado em guerra conta o eixo; Imediatamente pegou sua
bicicleta e voltou para casa com a intenção de apresentar-se como voluntário
para lutar no Exército Brasileiro.
Qual
não foi sua surpresa tendo chegado a poucos momentos em casa, quando o delegado
apareceu com seus comandados, dando-lhe voz de prisão, pois julgava que Volkmar
por ser muito bem relacionado e comunicativo poderia ser o líder dos nazistas em
Santo Ângelo.
Preso
há dois dias teve uma crise renal, o Comandante da unidade militar ao saber da
prisão e conseqüente crise renal, pediu
para o Oficial Médico, Dr. Lobo, examina-lo e interna-lo no Hospital.
Graças à pronta intervenção do comando
militar, Volkmar passou o restante do período da guerra em prisão domiciliar,
guarnecido 24 horas por dois policiais, livrando-se dos horrores por que
passaram outros alemães seus amigos.

Foi
uma época de dificuldades, Volkmar não podia trabalhar, não fosse por sua
querida Nelly de quem dependia naquele momento o sustento da família e dos
amigos que auxiliaram dando credito para abrir uma pequena loja para a venda de
tintas prontas marca Dois Ferreiros e em pó
Mas para abrir a loja era necessário ser brasileiro, bem isto Nelly era, mas na legislação vigente mulher necessitava da autorização do marido para tal, e Volkmar alem de estar preso não o era. Assim o cunhado e amigo Edgar entrou como sócio e nascia à Casa das Tintas em nome de Edgar.

A guerra findou, a Casa das Tintas prosperou, passou a ter sua marca própria Tintas Totó e Tintas ABC.
Com seu espírito empreendedor Volkmar organizou campanhas de publicidade as tintas foram vendidas por todo e Estado, a loja foi ampliada vendiam se também vidros, quadros, estampas.
Como
Nelly havia sido submetida a uma operação de retirada de um dos ovários,
julgavam que não teriam mais filhos, mas em 12 de novembro de 1946 chegou Hilde para completar a família.
Volkmar
de temperamento inquieto e sempre buscando algo mais a fazer, vendo que a Casa
das Tintas ficaria em boas mãos aos cuidados de Nelly, Edgar e Hulda, sua
sobrinha, filha de Angeline ( Lini ), que morava com eles antes de casar com
Edgar, partiu para novos empreendimentos.
Vendeu seguros pela Sul América Seguros, sendo
o melhor vendedor da região sul, premiado com uma viagem ao Rio de Janeiro e São
Paulo. Também vendia terras para cultivo de café e para tal levava caravanas de futuros
proprietários ao Paraná.
Em
6 de outubro de 1949 finalmente Volkmar pode realizar um sonho, naturalizar-se
brasileiro, pois apesar do profundo respeito e afeto que sentia pela Alemanha,
seu povo e tradições sentia-se brasileiro e Santo-Angelense, a cidade que tanto
amou e que tão bem o acolheu.
Membro
fundador do Rotary Clube de Santo Ângelo, sempre trabalhou com afinco em todas
as comissões, mas a que lhe proporcionava maior satisfação era a de dirigir a de
Serviços á Comunidade, tinha um carinho especial pela Casa da Criança, Jardim
dos Pobres e Escola Rotary, pois as crianças e jovens eram sua alegria.
Sua
preocupação com a classe trabalhadora era muito grande, e foi na Sociedade
Beneficente União Operária de Santo Ângelo que em 1956, como vice-presidente
teve oportunidade de auxiliar a classe trabalhadora, ajudando a construir a nova
sede para que as finalidades da mesma como instrução profissional, cursos para
esposas e filhos de trabalhadores, assistência médica, dentária, farmacêutica e
atividades esportivas e culturais, fossem concretizadas.
Foi
também presidente do Clube 28 de Maio gestão 55-56 e 56-57, com sua capacidade
de unir pessoas em torno de um objetivo comum, organizou o sorteio de um carro
“Bell-Air”, para angariar fundos para realizar as melhorias que o quadro social
tanto almejava, entre estas um local especial para a juventude.
Foi criada então a “Salinha da Juventude”, local este que com certeza muitos
ainda recordam com saudades. Era uma época de eventos constante, jantares,
palestras, encontros culturais, Natal para os filhos dos associados, festas
juninas, bailes de debutantes, etc.

Apesar de uma vida profissional e social muito
ativa era no convívio com a família e amigos que Volkmar se realizava; Mesmo com
as estradas da época, quem não lembra o pó ou barro existente, as visitas aos
parentes eram constantes, os fins de semana em Guarani, com o irmão Heini,
Gretchen e família, aos domingos á tarde tomar chá com Juli e Klass, o cunhado
sereno e conselheiro, a Cruz Alta conversar com Niklass e Gertrud os problema em
comum, rever Emilio e Ani em Panambi.


Com Alfredo e Clara, Lini, suas irmãs e os irmãos de Nelly e famílias os encontros eram ainda mais freqüentes, mas não menos importantes, pois residiam em Santo Ângelo.
Eram
os piqueniques com o caminhão de Alfredo, as Páscoas em que todos se reuniam
para colher marcela e o coelhinho perdia os ovinhos para as crianças
procurarem.
As
festas de Natal, quando ao fecharmos os olhos ainda podemos ouvir Volkmar e Lini
cantando “O Tannenbaum”, ou então os passeios de carro pela cidade com a
criançada, toda a cantar, ou com alguém que necessitasse de um ombro amigo com
quem desabafar.
Mas
eram os encontros em família que promovia em sua casa ou no “Ijuizinho” sua
maior alegria, era confraternizar com todos alegrar-se pelo convívio com os mais
jovens, trocar experiências com os mais idosos, enfim sorrir, amar, ser e trazer
felicidade.
Como
a família os amigos eram importantes, em sua casa as portas estavam sempre
abertas para uma troca de idéias, hora eram os amigos Rotarianos, os Maçons,
Padres, Pastores, ou como Nelly já sabia e estava sempre preparada, ele chegaria
dizendo, “olha quem veio comigo para almoçar”, era algum viajante de passagem
pela cidade, ou algum colono que tinha vindo à cidade, ou simplesmente alguém a
quem tivesse encontrado, não importava a que classe pertencesse pois eram
amigos, e ele sabia que Nelly também pensava do mesmo modo.
Assim era Volkmar, alegre, amigo, franco, e
por isto algumas vezes polemico, mas sempre com um profundo amor pela família e
os amigos.


Em
1957, após ter vendido a Casa das Tintas para Edgar, Volkmar resolveu iniciar
novo empreendimento, mais uma vez sua capacidade de união e visão comercial fez
com que 31 amigos se unissem a ele e fundassem a Cultura de Oliveiras Ltda. que
tinha por objetivo plantar e industrializar azeitonas através da venda de
chácaras plantadas com oliveiras e cotas da futura fábrica.
Em
quatro anos o empreendimento era um sucesso, haviam oliveiras plantadas
iniciando a frutificação, mais de 12Km de avenidas abertas, ladeadas de
eucaliptos como quebra vento, a sede com a casa do administrador, tratores,
viveiro de enxerto de novas mudas de oliveiras, inicio da construção de uma
escola, uma área com um lago e chácaras de lazer para os associados, denominada
Parque das Oliveiras, onde futuramente seriam construídas uma piscina e quadras
esportivas.
Hoje
só resta a Escola que leva o nome de Volkmar e o Parque das Oliveiras,
infelizmente nem todos são capazes de continuar as obras e concretizar os sonhos
concebidos por seus idealizadores e como estes aqueles também morrem.
Volkmar
August Schüür, partiu em 30 de junho de 1961, aos 50 anos, tendo vivido plena e
intensamente com se 100 anos fossem.

Em
sua despedida, quando meus olhos vislumbraram aquele cortejo, composto de
Escoteiros e Bandeirantes, familiares, amigos, autoridades, comerciantes,
pintores, Irmãos Maristas, Padres, Pastores, Rotarianos, Maçons (foi elevado ao
grau 33 pós-morte), e o povo, aquele que o chamava de “Seu Schüür”, com
quem ficava a conversar pelas vilas e dava carona em sua Kombi quando os
encontrava indo a pé para o centro da cidade, tive muito orgulho de meu pai, e a
certeza que era muito amado e respeitado por todos em sua querida Santo Ângelo,
e que seus objetivos de vida tinham sido alcançados.
DAS LEBEN VON VOLKMAR
Töchter, Schwiegersöhne und Enkel
Am 14. Mai 1911 kam das sechste Kind von Foske und Heinrich Menno zur Welt, ein schlauer und froher Junge der den Namen Volkmar August Schüür erhielt.
Nach dem 1. Weltkrieg und den wirtschaftlichen Schwierigkeiten in Deutschland, zog die Familie aufs Land. Der Vater zusammen mit der Hilfe vom ältesten Sohn arbeitete weiter als Maler in verschiedenen Städten, und die Mutter, eine starke und entschlossene Frau, half die Kinder zu ernähren indem sie auf einen Gemüsegarten und Milchkühe anlegte. Die Kinder hatten auch kleine Verantwortungen, und Volkmar war für die Auslieferung der Milch, die die Mutter verkaufte, verantwortlich.
An einem Tage nach der Milchabgabe blieb der kleine Volkmar noch einige Zeit auf der Strasse zum Spielen, und als er mit den Marken nach Hause kam, waren diese nichts mehr Wert, bedingt durch die hohe Inflation. Die Mutter gab ihm die Marken, damit er nie seine Verantwortungen zu den Anderen und zu der Familie vergessen sollte. Volkmar vergass niemals die Worte der Mutter und bekam ein Mann der zum Ziel die Verantwortung für die Familie und das Gute an seine Nächsten und der Gemeinschaft hatte.
Auf der Suche nach einer besseren Zukunft, wanderte die Familie 1924 nach Brasilien aus und liess sich in der Linha República im Innern von Guarani nieder. Bedingt durch Gesundheitsprobleme und der schweren nicht immer lohnenden Arbeit in der Landwirtschaft, entschloss sich Heinrich (der Vater) seinen Beruf als Maler wieder aufzunehmen und zwar in Santo Ângelo.
Da der älteste Sohn Niklaas in den Vereinigten Staaten war, liess er Heini auf der Kolonie, um der Mutter und den Schwestern zu helfen, und nahm Volkmar mit.
Sie begannen mit dem Anstrich vom Hotel Avenida, und Volkmar lernte so mit dem Vater die Malereigeheimnisse wie “marmoraria”, “escariola” und “chaplonen” (Technik der europäischen dekorativen Malerei von Wand- und Deckenplatten), sowie die Mischung der Farben, da diese fast alle von den Malern selbst gemacht wurden.
Volkmar, machte viele Freundschaften. Eines Tages im Deutschem Klub lernte er Nelly Krug, ein schönes Mädchen, klein mit schwarzen Haaren und grüngrauen Augen, kennen in die er sich verliebte. Sie verlobten sich am 16. April 1933 und heirateten am 22. Dezember 1933 mit dem Versprechen, sich immer zu lieben, was sich auch verwirklichte, da die Liebe sehr gross war, sie waren Kameraden, Freunde und Liebhaber.
Um die Glücklichkeit zu vervollständigen kam am 22. März 1935 Nelly Hildegundes, schön wie ein Engel, aber da die Engel nicht dieser Welt angehören verliess sie uns am 14. Dezember 1935. Die Trauer war gross, aber das Leben ging seinen Lauf und das Ehepaar hatte einen den anderen um sich zu stärken. Am 5. Mai 1936 kam Waltraut (Waldi), um die Herzen wieder zu erfreuen.
Mit der Erweiterung der Geschäfte, gründete Volkmar seine eigene Malergruppe. Gewann den Wettbewerb für den Anstrich der Gebäude der Eisenbahn im Gebiet Missões und Planalto Médio. 1941 erhielt er den Vertrag für den Anstrich vom ‘Hotel Descanço’ wo ein Kassino funktionierte in der Stadt Irai. Da er Vertrauensleute brauchte, nahm er den Schwiegervater Jacob Krug und den Schwager Edgar Krug mit.
Nelly und Waldi begleiteten ihn immer und Nelly lernte und war für die Vorbereitung der Farben verantwortlich, machte die dekorativen Platten, zahlte die Angestellten und so konnten sie durch die Zusammenarbeit gleich das so geträumte eigene Haus bauen.
1942, machte Volkmar den Anstrich der Gebäude der Kaserne und hörte im Radio, dass die Regierung Brasiliens in den Krieg eintrat; er nahm gleich sein Fahrrad und fuhr nach Hause mit der Absicht, sich als Voluntär im Brasilianischen Heer anzumelden. In der Nähe von zuhause wurde er erstaunt vom Polizeibeamten angehalten und gefangen genommen, da dieser annahm, dass Volkmar der Anführer der Nazis in Santo Ângelo sei. Nach zwei Tagen in Gefangenschaft hatte er eine Nierenkrisis, und der Kommandant der Militäreinheit bat den Militärarzt ihn zu untersuchen und ins Krankenhaus einzuliefern. Dank dieser Intervention des Kommandanten konnte Volkmar die übrige Zeit des Krieges in Hausgefangenschaft bleiben, 24 Stunden pro Tag von zwei Polizisten versehen, und so den Schandtaten, die andere deutsche Freunde erlitten, entgehen.
Es waren schwierige Zeiten, Volkmar konnte nicht arbeiten. Zu dieser Zeit hängte der Unterhalt von Nelly ab, die mit Geldhilfe von Freunden einen kleinen Handel von fertigen Farben der Marke Dois Ferreiros und in Pulver aufmachte. Um einen Handel zu eröffnen musste man Brasilianer sein, aber gemäss derzeitigen Gesetzgebung benötigte die Frau die Genehmigung des Ehemannes, und Volkmar war kein Brasilianer und zur Zeit auch noch Gefangener. Der Schwager und Freund Edgar kam als Teilhaber ins Geschäft und so wurde die ‘Casa das Tintas” im Namen von Edgar aufgemacht.
Der Krieg ging zu Ende, die “Casa das Tintas” hatte Erfolg, und hatte jetzt die eigenen Marken der Farben Totó und ABC. Die Farben wurden im ganzen Staat verkauft und das Geschäft erweitert indem auch Gläser, Rahmen und Abdrücke verkauft wurden.
Da Nelly einen der Eierstöcke entfernen musste, nahmen sie an, dass sie keine Kinder mehr haben würden, aber am 12. November 1946 kam Hilde um die Familie zu vervollständigen.
Volkmar, von unruhigem Geist, und immer nach der Suche etwas mehr zu tun, sah dass die ‘Casa das Tintas” in den guten Händen von Nelly, Edgar und Hulda, seiner Nichte (Tochter von Engeline - Lini), die bei ihnen vor der Hochzeit mit Edgar wohnte, war, ging in neue Unternehmungen ein. Er verkaufte Versicherungen der Sul América Seguros, und war der beste Verkäufer im Süden, so dass er eine Reise nach Rio de Janeiro und São Paulo erhielt. Er verkaufte auch Ländereien für den Kaffeebau und hierfür nahm er die zukünftigen Inhaber nach Paraná.
Am 6. Oktober 1949 konnte Volkmar endlich seinen Traum verwirklichen, die brasilianische Staatsangehörigkeit zu erhalten. Trotz dem grossen respekt und der Liebe zu Deutschland, den Deutschen und deren Traditionen, fühlte er sich Brasilianer.
Er war Gründermitglied vom Rotary Klub in Santo Ângelo, arbeitete in allen Missionen, aber die Leitung der Gemeindearbeiten gaben ihm mehr Freude, hatte spezielle Freude bei den Arbeiten mit Kindern und jungen Leuten.
War auch immer mit den Arbeitern besorgt und als Vize-Präsident der Sociedade Beneficente União Operária de Santo Ângelo konnte er der Arbeiterklasse helfen, durch die Mithilfe beim Bau von dem neuen Sitz, damit das Ziel, berufliche Ausbildung, Kurse für die Frauen und Kinder der Arbeiter, ärztliche Assistenz, Zahnärzte, Apotheke und sportliche und kulturelle Aktivitätiten sich verwirklichten.
War auch Präsident vom Clube 28 de Maio 1955-56 und 1956-57, und durch seine Fähigkeit alle für ein gemeinsames Ziel zu versammeln, organisierte er die Verlosung von einem Auto “Bell-Air”, um die Gelder einzuholen, damit hauptsächlich ein spezialer Platz für die Jugendliche eingerichtet werde, die “Salinha da Juventude”. Es war eine Zeit vieler Ereignisse, wie Versammlungen, Vorträge, Weihnachtsfeste, Bälle, usw.
Trotz der aktiven beruflichen und sozialen Arbeit liebte er es mit der Familie und Freunden zusammen zu sein. Trotz der schlechten Strassenverbindungen zu der Zeit, viel Staub oder Lehm, waren die Besuche bei den Verwandten eine konstante, die Wochenende in Guarani, beim Bruder Heini, Gretchen und Familie, Sonntagnachmittagstee bei Juli und Claas, dem ruhigen und ratgebendem Schwager in Ijuí, die Besuche in Cruz Alta bei Niklaas und Gertrud mit Gespräche über gemeinsame Probleme, das Wiedersehen von Emilio und Ani in Panambi. Mit Alfredo und Clara, Lini, die Schwestern und Brüder von Nelly nebst Familien waren die Treffen häufiger, aber nicht weniger wichtig, da diese in Santo Ângelo wohnten, sowie die Picknicke mit dem Lastwagen vom Alfredo, Ostern, Weihnachtsfeier oder Spazierfahrten mit dem Auto durch die Stadt.
Da ihm seine Familie sehr wichtig war, stand seine Haustür immer offen, es kamen Freunde vom Rotary, die Maurerbrüder, Pater, Pastoren, Reisende. Nelly war immer vorbereitet, denn nicht selten kam Volkmar und sagte “Guck, wen ich zum Essen mitgebracht habe”. So war Volkmar, froh, freundlich, offen, und deshalb zumal polemisch, aber immer voller Liebe zu seiner Familie und seinen Freunden.
Im Jahr 1957, nachdem er die Casa das Tintas an Edgar verkauft hatte, beschloss Volkmar ein neues Unternehmen zu starten, und er erreichte, dass 31 Freunde an dem Projekt teilnahmen und so gründeten sie die Cultura de Oliveiras Ltda. mit dem Ziel Oliven zu pflanzen und industrialisieren mittels Verkauf von mit Olivenbäumen bepflanzten Landgüten und Anteile an der zukünftigen Fabrik. In vier Jahren war das Unternehmen ein Erfolg, die gepflanztern Olivenbäume fingen an Früchte zu tragen, mehr als 12 km Strassen waren gezogen worden, der Hauptsitz mit dem Haus des Verwalters, Traktoren, der Bau einer Schule startete, ein See und Landhäuser für die Mitglieder mit dem Namen Parque das Oliveiras, wo später ein Schwimmbecken und Sportplätze gebaut werden sollten.
Heute existiert noch die Schule mit dem Namen Volkmar und der Parque das Oliveiras. Leider sind nicht alle imstande, die Werke fortzusetzen und die Träume der Idealisten zu verwirklichen, da diese auch enden, sowie die Idealisten sterben.
Volkmar August Schüür, starb am 30. Juni 1961, im Alter von 50 Jahren.
An seinem Abschied nahmen Pfadfinder, Familienangehörige, Maristenbrüder, Pater, Pastoren, Rotarymitglieder, Maurer (erhielt Grad 33 nach seinem Tod), sowie alle die ihn kannten und “Seu Schüür” nannten, teil. Ich konnte nur sehr stolz auf meinen Vater sein, und sicher, dass er sehr beliebt und angesehen von Allen seiner lieben Stadt Santo Ângelo war, und dass seine Lebensziele erreicht worden waren.