Romance que vira filme indicado para o Oscar

Deixando sua pátria em busca de melhores dias, grandes levas de imigrantes italianos dirigiram-se à distante América na segunda metade do século XIX. Sem perspectivas na península ou embalados nas promessas de um futuro dourado, enfrentavam os perigos de uma longa e demorada travessia marítima, que muitos nem chegariam a completar, desaparecendo para sempre nas profundezas do oceano.

Uma considerável parcela destes pobres aventureiros aportou ao extremo sul do Brasil, onde eles, seus filhos e netos, submetidos à injunções do tempo e do meio, construiriam, com os defeitos e as qualidades de todos os deslocados sociais, uma sociedade próspera e relativamente igualitária, baseada sobre a pequena propriedade rural e, posteriormente, sobre o comércio e a indústria. Esta saga, pela primeira vez resgatada por um ficcionista brasileiro, encontra em
José Clemente Pozenato seu grande cronista, revelando-se, indiscutivelmente, como um dos mestre da narrativa brasileira atual.

Com talento Fábio Barreto, um jovem diretor do novo momento do cinema brasileiro, tranformou em filme o romance de Pozenato. Com atrizes conhecidas como Glória Pires e Patrícia Pillar e atores convincentes como Bruno Campos e Alexandre Paternost o filme O Quatrilho foi um dos cinco filmes mundiais indicados para o
Oscar/96 de Melhor Filme em Lingua Estrangueira.

Acompanhando a equipe do filme
O Quatrilho, o escritor José Clemente Pozenato e o fotógrafo Germano Schüür estiveram no mês de março de 1996 em Los Angeles para acompanhar de perto as cerimônias da grande festa do cinema como mostra a fotografia feita em Beverly Hills. Na foto da esquerda para a direita: o fotógrafo Germano Schüür, as atrizes Glória Pires e Patrícia Pillar e o escritor José Clemente Pozenato.


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