Ecologia
Textos - Equilíbrio Ecológico
Prof. Germano Schüür


CIÊNCIAS DO AMBIENTE - ECOLOGIA

Introdução

Quando da realização, em 1933, da Feira Mundial em Chicago, sobre as contribuições da tecnologia científica ao bem-estar humano, os organizadores da feira acreditavam, como era então ponto de vista unânime, que o progresso podia ser identificado com o crescimento mundial.

"A Ciência descobre, a indústria aplica, o homem adapta-se...", essa era a tônica encontrada no manual preparado para a ocasião.

Em outras palavras, não se colocava qualquer tipo de ressalva que habilitasse a comunidade humana a escolher e direcionar seus próprios objetivos. Disseminou-se, assim, o consenso sobre a desejabilidade do processo em si, entendendo-se que ele traria consigo, como conseqüência, a elevação do nível de bem-estar e, portanto, de satisfação individual e coletiva.

Entretanto, agora sabe-se que nem sempre a qualidade de vida é favorecida pelo desenvolvimento. Em muitos casos, pode até ser diretamente comprometida pelo mesmo.

Onde se torna mais nítida a distinção entre desenvolvimento econômico e qualidade de vida é exatamente onde intersectam as áreas de economia e da ecologia, fazendo com que as condições do meio ambiente se degradem em virtude do saque sobre e levado a efeito pela atividade do sistema econômico (Nusdeo, 1975). Assim, o ar, a água, a paisagem, os recursos naturais, as ondas sonoras, tudo enfim que compõe o habitat natural do homem passa a apresentar uma queda no padrão dos serviços que prestam ao mesmo homem. E essa decadência representa para ele custos adicionais que, embora nem sempre expressos em moeda, não deixam de ser perfeitamente quantificáveis ou pelo menos avaliáveis.

Assim, qualquer projeto tecnológico que vise primordialmente o bem-estar humano, deve levar em consideração o meio ambiente como uma variável dependente.

Para o surgimento de uma nova filosofia tecnológica na qual o crescimento industrial tenha de ser subordinado às considerações humanas e ecológicas, nossa primeira necessidade não é de condenação, mas de orientação; de mudança de direção e de atitude. Devemos julgar cada atividade e cada plano segundo um novo critério, sabendo até que ponto tal atividade favorece os processos pelos quais a vida se realiza e em que medida respeita as necessidades da personalidade total.


Germano SCHÜÜR/João Carlos SELBACH, Unisinos
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